VII CONIC: Aluno premiado do Laboratório de Malária e Dengue recebeu apoio do LEEM/Adapta para a sua pesquisa.

Durante os dias 31 de julho até  03 de agosto, ocorreu a semana o VII Congresso de Iniciação Científica (CONIC) no INPA onde diversos trabalhos realizados no ano de 2017 foram apresentados e ao fim do congresso, alguns alunos e seus orientadores foram premiados.

Com a pesquisa intitulada “Estudo do tempo de vida de Anopheles darlingi ROOT, 1926 em um simulador de mudanças climáticas (Microcosmos/LEEM)”, o graduando Ricardo Cabral (UEA) foi um dos escolhidos para receber o prêmio. Orientado pelo doutor Wanderli Tadei e coorientado por Rejane Simões, o objetivo de sua pesquisa foi prever e prevenir a atuação do mosquito da malária frente às mudanças climáticas.

“Como o doutor Tadei já tinha parceria com o projeto ADAPTA, surgiu a ideia de também estudarmos o Anopheles darlingi que é um dos principais vetores da malária em nossa região, para isso, precisávamos ter uma noção de como o mosquito se comportaria em temperaturas altas, como o LEEM possui o Microcosmos, salas que comportam vários graus de temperatura, oxigênio, gás carbônico, surgiu a ideia da pesquisa do Ricardo com o objetivo dele observar o desenvolvimento do ciclo, para então, termos algum parâmetro do comportamento do mosquito diante das mudanças climáticas”, explicou Simões.

 A malária é uma das doenças que afetam a população amazonense, com a pesquisa sendo feita há 2 anos, o aluno Ricardo Cabral destacou a importância do seu trabalho: “É interessante notar a dinâmica de distribuição da malária na região amazônica, pois é um problema de saúde sério, então, é essencial termos uma noção de transmissão da doença pelo vetor Anopheles darlingi, além disso, é importante fazer a manutenção dentro do laboratório para termos as previsões do que pode acontecer com o seu ciclo evolutivo, o auxílio do Microcosmos foi fundamental para termos mais informações sobre a ecologia do mosquito de uma forma geral”, contou.

Assim como no laboratório, o cenário climático do meio-ambiente também está sofrendo diversas alterações, sendo assim, diversas espécies estão passando por constantes mudanças e tendo que se adaptarem aos seus novos ambientes: “Nós queremos ter dados palpáveis para saber em quais determinadas temperaturas o mosquito se desenvolve melhor ou pior, o trabalho do Ricardo foi exatamente sobre isso, o processo contou em colocar exemplares dos indivíduos em cada sala para poder avaliar o comportamento deles, desde a fase de ovo até se tornar um mosquito, para depois acompanhar a longevidade desses machos e fêmeas, a fim de saber como se comportariam nas altas temperaturas”, esclareceu Simões.

Ricardo Cabral acompanhado do seu orientador Wanderli Tadei e a coorientadora Rejane Simões.

Sobre a premiação Cabral também comentou: “É uma honra não só receber esse prêmio, porque isso foi um resultado de um trabalho, mas o ganho de experiência apesar de todas as dificuldades dentro do campo da pesquisa, ter essa oportunidade fez com que eu tivesse o primeiro contato em ser um pesquisador, para mim, o principal prêmio foi a experiência que adquiri na área”, concluiu.

 

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